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QUEM SOU EU? QUEM É VOCÊ?

 

Deise Warken, brasileira, solteira, advogada, temperamental, amiga, companheira, ciumenta, leal, honesta, contraditória, impaciente, ansiosa, extrovertida, tagarela, mal humorada ...

Essa sou eu.

Será?

Quem eu sou realmente? Quem é você realmente?

Será que as pessoas nos vêem como realmente somos?

Muitas vezes algumas de nossas atitudes, alguns fatos isolados de nossa vida nos rotulam de tal maneira para certas pessoas, que acabamos nos tornamos pessoas desconhecidas pra nós mesmos.

A maneira como os outros nos vêem é a expressão do que realmente somos?

Às vezes fico me perguntando como será que sou vista por esta ou por aquela pessoa, e com pesar, às vezes acredito que algumas pessoas tiveram a impressão errada sobre quem eu realmente sou, me julgaram por uma aparência apresentada num determinado momento, e me rotularam. Pronto! Aquela se tornou eu, e eu já não sei mais quem sou.

Muitas vezes tentei resolver mal entendidos, falsas impressões, e muitas vezes tive êxito. Muitas vezes a velha história de que a primeira impressão é a que fica não foi bem assim. Que bom!

Mas, algumas impressões não foram desfeitas e algumas histórias de amizades, de amor não foram escritas porque os mal entendidos não foram desfeitos. E, assim é a vida, sigo tentando ser transparente, tentando mostrar o melhor de mim, mas nem sempre sou interpretada da melhor forma e algumas vezes ouço algumas coisas a meu respeito que me desagradam muito. Nem sempre estamos em nosso melhor dia, e nem sempre somos companhias agradáveis, mas deixar que um momento em que não estamos bem sirva para caracterizar quem somos é inadmissível.

Perceber que alguém me interpretou, julgou, condenou e rotulou, sem analisar o conjunto da obra, sem saber quem eu realmente sou, é algo que me irrita mesmo.

 

 



Escrito por Deise Warken às 15h28
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Ter Tempo é questão de Preferência!

 

“No filme Perfume de Mulher, há uma cena inesquecível, em que um personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça pra dançar e ela responde:

-Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos...

-Mas em um momento se vive uma vida.

Responde ele, conduzindo-a num passo de tango.

E esta pequena cena é um dos momentos mais belos do filme.

Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parecem que só alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim.

Para outros o tempo demora a passar, ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.

Tempo todo mundo tem, por igual. Ninguém tem mais nem menos que 24h por dia.

A diferença é o que cada um faz do seu tempo. É preciso saber aproveitar cada momento, porque como disse John Lennon A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro”.

 

Disponibilizar nosso tempo é eleger nossas prioridades.

Ter tempo pra brincar,

ter tempo pra sonhar,

ter tempo pra caminhar,

ter tempo pra trabalhar,

ter tempo pra estudar,

ter tempo pra Deus,

ter tempo pra alguém,

ter tempo pra ligar pra mãe,

ter tempo pras irmãs,

ter tempo para os amigos,

ter tempo pra dar notícias,

ter tempo pra dar atenção a quem aguarda apenas um “oi”, ...

Ter tempo é definir a importância que cada coisa, que cada pessoa tem na nossa vida.



Escrito por Deise Warken às 10h50
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Engraçado como Deus nos fala justamente o que precimanos ouvir. Na semana passada eu estava decepcionada com algumas coisas, insatisfeita com outras. Estava meio desesperançosa mesmo. No post abaixo, se percebe isso, e meu amigo Rodrigo me deixou um comentário me falando sobre perdão.

No sábado fui assistir A Paixão de Cristo no cinema. Adorei o filme. Não acredito que o filme seja anti-semita e acredito que Jesus deva ter sofrido mesmo toda a flagelação retratada no filme.

Vendo as últimas doze horas da vida de Cristo refleti sobre algumas coisas que andam acontecendo na minha vida e novamente veio a mensagem do perdão, do recomeço, da ressurreição.

Ontem na missa as mensagens eram também de perdão. No evangelho de João a passagem que fala de Madalena, mensagem que também foi reproduzida no filme do Mel Gibson.

10E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? 11E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais. (João 8)

 

As leituras do livro de Isaías e da Carta de São Paulo Apóstolo aos Filipenses falaram sobre seguir em frente, deixar o passado pra trás.

 

18Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora, não recordeis mais as coisas antigas, 19porque eis que vou fazer obra nova, a qual já surge: não a vedes? Vou abrir uma via pelo deserto, e fazer correr arroios pela estepe. (Isaias 43). 

 

10Anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder da sua Ressurreição, pela participação em seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na morte, 11com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos. 12Não pretendo dizer que já alcancei (esta meta) e que cheguei à perfeição. Não. Mas eu me empenho em conquistá-la, uma vez que também eu fui conquistado por Jesus Cristo. 13Consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro isto: prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para a frente, 14persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo. 15Nós, mais aperfeiçoados que somos, ponhamos nisto o nosso afeto; e se tendes outro sentir, sobre isto Deus vos há de esclarecer. 16Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente. 17Irmãos, sede meus imitadores, e olhai atentamente para os que vivem segundo o exemplo que nós vos damos. (Filipenses 3).

 

Iniciei a semana saindo da Igreja mais tranqüila, com o coração mais leve, com a esperança e a fé renovadas. Repetindo pra mim mesma que devo esquecer os acontecimentos de outrora e buscar a felicidade atirando-me ao que resta para a frente, perdoando quem me tenha ofendido, tentando reconhecer Cristo no meu semelhante, porque só assim terei paz. Amém.

 



Escrito por Deise Warken às 12h00
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Muitas pessoas já passaram pela minha vida.

Algumas fizeram parte de poucos momentos, outras viveram fases inteiras comigo, e àquelas que estão eternizadas em meu coração.

Estou sempre aberta a conhecer pessoas novas, a me entregar com sinceridade e dedicação a uma amizade. Mas, nem sempre encontro pessoas dispostas a fazer o mesmo.

Nem sempre os mais próximos fisicamente, são os amigos mais sinceros, mais verdadeiros. Tenho muitos amigos que vejo pouco, que moram longe, mas que ao encontra-los a amizade é a mesma, a confiança, a certeza de poder contar sempre com aquela pessoa é indiscutível.

Já alguns amigos que estão tão perto, que têm uma presença quase diária na minha vida, às vezes, dão a impressão que não são tão amigos assim, têm atitudes que me fazem questionar a amizade. É engraçado como em determinados momentos acreditamos que uma amizade é verdadeira e em outros temos dúvidas. Claro que também tenho amigos próximos que sei que posso confiar, mas alguns...

Como saber se determinada atitude representa uma falsa amizade, uma amizade egoísta, relapsa, ou é apenas um mal entendido que pode ser superado?

Não sei, só sei que a falsidade corrompe qualquer tipo de relacionamento e uma hora ou outra ela é descoberta.

E é sempre válida aquela máxima que diz Amigos verdadeiros contamos nos dedos.

Escrito por Deise Warken às 10h55
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A linha e o linho

(Gilberto Gil)

 

É a sua vida que eu quero bordar na minha

Como se eu fosse o pano e você fosse a linha

E a agulha do real nas mãos da fantasia

Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia

E fosse parecendo aos poucos nosso amor

Os nossos sentimentos loucos, nosso amor

O ziguezague do tormento, as cores da alegria

A curva generosa da compreensão

Formando a pétala da rosa da paixão

A sua vida, o meu caminho, nosso amor

Você a linha e eu o linho, nosso amor

Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa

Reproduzidos no bordado

A casa, a estrada, a correnteza

O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza.

 

  

Quando me faltam as palavras pra expressar o meu desejo, o meu sentimento, tomo de assalto palavras de quem realmente sabe escrever, quem realmente sabe expressar com poesia e maestria o que sente. Mas, não é porque ignoro a maestria de escrever que deixo de intensamente sentir.



Escrito por Deise Warken às 10h38
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Foz do Iguaçu: Terra das Cataratas e Minha Terra!

Já que a campanha “Deise volta a Foz” está suspensa por tempo indeterminado, por razões alheias a minha vontade, o que resta é pegar o carro sexta a tarde e curtir o fim de semana na fronteira. Muito bom!

Levei na carona, Mariana e Vanessa.

Sexta a noite Jantar num dos melhores restaurantes japoneses que conheço. Sushi e Sashimi pra matar toda a vontade que passo aqui, por não ter um bom restaurante japonês.

Depois encontramos Rubão e Escada pra uma cervejinha no Bar do Zé. O Luizão se une ao grupo e vamos para o Brazuca. No Brazuca, o Fabrício também se une a trupe, e apesar da faixa etária do Bar não ser a nossa, a diversão foi garantida, madrugada a dentro, com direito a canja na Trigo no fim da noite e tudo.

Sabadão, programa de turista, fomos passear no templo budista, na volta passamos num mercado árabe e o lanche do fim da tarde, foi uma bela comida árabe, de dar água na boca, com muitos doces árabes de sobremesa.

A noite de sábado foi cheia:

1.     Cineminha, 21 gramas (muito bom),

2.     Capitão Bar

3.     Tass

4.     Disco Club

5.     E mais uma vez a Trigo no fim da noite pro lanche da madrugada.

Sobreviventes até aqui: Mari, Rubão e eu.

Encontrei muita gente que não via há tempos: Laine, Mari e João. Zadi e Luciano. Dani e Cristian. Juliana. Ju. Guilherme. Angélica. João. Portinho,...

Como é bom rever as pessoas, lembrar dos momentos que passamos juntos e guardar no peito a saudade, pra mata-la de vez em quando.

No Domingo a Vanessa foi embora e a Mari e eu fizemos um programa família, almoço com a mãe e o Santi, uma canastrinha, e pra fechar, uma cervejinha na av. das Cataratas no fim da tarde com Max e Rubão. A noitinha voltamos pra Cascacity.

É sempre um paradoxo os sentimentos que tenho quando volto de Foz, uma alegria por ter curtido muito o fim de semana, feito programas diferentes, encontrado a família, os amigos queridos... E um aperto no peito porque parece que toda vez deixo lá um pedaço de mim.

 

 



Escrito por Deise Warken às 09h43
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O dia lá fora

amanheceu cinza,

aqui dentro

o sol começa a nascer.

 



Escrito por Deise Warken às 11h01
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O Sol abriu lá fora

mas aqui dentro...

ainda não.



Escrito por Deise Warken às 15h39
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Chove lá fora

e aqui no peito.



Escrito por Deise Warken às 11h39
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PEQUENAS COISAS

 

Hoje eu acordei com uma vontade danada de...

De não acordar. De ficar quietinha no meu quarto com tudo escuro.

Mesmo quando a gente acha que está feliz, ou pelo menos está tentando ficar,

existem alguns dias em que a dor no peito volta, a carência aumenta

 e a vontade de ficar quietinha num quarto escuro parece ser a única solução.

Mas não é. Pequenas coisas são a solução.

Um telefonema fora de hora. Um e-mail querido.

Um comentário especial ali embaixo.

Uma surpresa agradável. Flores arrancadas do jardim. Um jantar romântico.

Um carinho inesperado. Um abraço forte e sincero. Um beijo apaixonado.

Dormir entre os braços de quem me ama, pra me sentir segura.

Acordar com um sussurro no ouvido dizendo eu te amo, ...

São pequenas coisas que me fazem feliz.

São as pequenas coisas que importam.

São as pequenas coisas que eu valorizo.



Escrito por Deise Warken às 10h18
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DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Vamos deixar de lado as polêmicas sobre o dia e aproveitar o que ele tem de bom!

A data comemorativa ao Dia Internacional da Mulher foi criada em 1910, no I Congresso Internacional das Mulheres, realizado na Dinamarca, em homenagem a 129 operárias que morreram queimadas numa ação da polícia, no dia 8 de março de 1857, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, para conter uma manifestação numa fábrica de tecidos. Essas mulheres estavam pedindo a diminuição da jornada de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença-maternidade.

 

Uma das coisas mais maravilhosas de ser mulher pra mim é o poder de gerar uma outra pessoa dentro de mim, carrega-la no meu ventre por nove meses e senti-la nascer.

É o milagre da vida que mais me impressiona, e tenho certeza, que quando chegar a minha hora, serei a mulher mais feliz do mundo e será o dia mais feliz da minha vida.

 

Mulheres, parabéns pelo nosso dia!



Escrito por Deise Warken às 10h36
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Hoje adicionei um novo link aqui no blog. É para o blog da minha amiga Vanessa. Ela está estreando no mundo blogueiro e eu gostei muito do seu segundo post que fala sobre trilhas sonoras. Adoro músicas e o fato de elas marcarem muitos momentos especiais, felizes e tristes, da minha vida. O problema é que não sou muito boa para lembrar os nomes das músicas e de seus intérpretes e isso dificulta que eu faça uma lista das músicas que marcaram minha vida.

Mesmo assim, buscando ajuda no google pra descobrir os nomes, vou tentar relacionar algumas.

 

A música que me leva de volta à infância é, sem sombra de dúvidas, Super Fantástico, do Balão Mágico. Tem também Dominó e Menudo. Podem começar atirar as pedras, mas ainda tem coisa pior...

 

Loosing my Religion do REM é a música dos meus 15 anos, sempre lembro dos meus amigos daquela época. Do Anglo Americano, o colégio que estudei por muitos anos.

 

Na adolescência teve ainda Pet Cemitery do Ramones. Frenéticas, até Vanila Ice, New Kids, Loco Mia, Guns, Aha, Enigma,... Nooossa! Uma misturada só. Podem atirar mais pedras.

 

A trilha do tempo da faculdade foi formada por Bob Marley, Zé Ramalho, Elis, Caetano, The Cult, Sisters of Mercy,... E claro, foi encerrado com Carruagem de Fogo que tocou quando entravamos no salão para a colação de grau, essa música me faz sempre reviver a forte emoção daquele dia.

 

Tem Negro Gato, do Roberto Carlos, interpretada pela Marisa Monte, que sempre ouço no vinil, e que me faz muito lembrar dos tempos que morava em Foz, das reuniões na casa do Max, da Adri Alencar e do Nelson Figueira cantando. Saudades...

 

Minha amiga Fafá tem um CD, gravado por um amigo, que parece ter sido gravado pra nossa turma (Max, Fafá, Sassá, Marcos, Matheus, Poronga, Elke e Peninha, Marcos Moya, Kris Knobay, Escada, ...). É a trilha sonora de tempos muito felizes na terra das cataratas.

 

A música Salão de Beleza do Zeca Baleiro me faz reviver o dia nove de maio de dois mil e um. Foi um dia muito feliz, o início de uma paixão intensa, seguida de dias intensamente vividos e apaixonantes, que originaram uma tumultuada história de amor, que foi interrompida...

 

O Acústico MTV do Luis Melodia, o CD Amor I Love You da Marisa Monte e um CD da Rita Ribeiro me fazem muito lembrar os anos 2001/2002.

 

Tem outra do Zeca, Telegrama, do CD Pet Shop Mundo Cão, que deu início a uma nova fase da minha vida (que não durou muito), mas a música ficou.

 

Até boate azul faz parte da minha trilha, e, graças ao meus estreitos laços com o amigaço Rubão, tem sido freqüentemente ouvida, sempre depois das três da manhã, lógico.

 

Um novo CD hoje aumenta a trilha e dá início a uma nova chance àquela história de amor, hoje retomada na esperança de novamente ser "intensa e vibrante". O acústico MTV Kid Abelha. Espero que a Paula Toller nos dê sorte.



Escrito por Deise Warken às 17h37
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Na outra noite, chorei.

Chorei porque o processo pelo qual me converti em mulher foi doloroso.

Chorei porque já não era uma menina, com a fé cega dos meninos...

Chorei porque não podia crer e eu gosto de crer...

Chorei porque de agora em diante chorarei menos.

Chorei porque perdi minha dor e ainda não estou acostumada à sua ausência.

                                             Diário da escritora francesa Anais Nin, outubro de 1932.



Escrito por Deise Warken às 11h46
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Recebi esse mail de um amigo, e sem sombra de dúvidas, foi o melhor que recebi nos últimos tempos.

Mude de Vida

Obrigada Marcos Vinicius. Saudades de você.



Escrito por Deise Warken às 14h14
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JOGO, BATATAS E VIBRAÇÃO.

   

    Faltam meia hora para o jogo. Ilarino, Idelbrando e Ivonaldo se preparam para assistir a partida pela televisão. E como em toda partida de futebol, para eles não pode faltar batata-frita com catchup e cerveja.

Ilarino lava as batatas, Idelbrando descasca e corta e Ivonaldo as frita. Tudo pronto!

Os três sentados à frente da televisão. Ilarino está deitado no sofá de três lugares, Idelbrando se apóia em almofadas no chão e Ivonaldo senta em uma cadeira próxima a porta.

    O juiz apita, os jogadores começam a se movimentar, e os três amigos atentos a partida e às batatas, acompanhadas de uma Antarctica.

O jogo estava emocionante, era a melhor atuação do Santos, para tristeza dos amigos corintianos, que a cada jogada ficavam mais ansiosos. Seus olhos se dirigiam da televisão para as batatas, das batatas para o relógio e do relógio para televisão. Estava próximo o fim do primeiro tempo, das batatas e da cerveja, e o Santos com dois gols de vantagem.

No intervalo as batatas não foram descascadas, apenas lavadas e picadas direto na frigideira.

Todos de volta a posição inicial de espectadores da tela colorida, apenas Ilarino, que antes permanecia deitado, sentou-se no sofá. O segundo tempo trouxe mais alegria aos nossos amigos, pois o Coríntians reagia e prometia mudar o placar.

Mais adrenalina no sangue, mais cerveja, mais batatas...

Faltam apenas alguns minutos para o fim do segundo tempo, os corintianos agitados, e o coringão marca o gol de empate. O jogo é decisão, não pode terminar em empate, então vai para prorrogação.

Um pequeno intervalo e as batatas vão com casca e sem lavar direto pra frigideira.

Começa a prorrogação, que vai durar apenas dez minutos. O sangue sobe à cabeça a cada passe e movimento dos jogadores, o desespero e a angústia aumentam a todo momento.

Passam os minutos, as batatas, a cerveja...

Aos cinco minutos o Santos tenta um gol que passa raspando, mas a sorte está do lado dos corintianos, e a bola vai para fora, mesmo assim, os corintianos se desesperam, o tempo passa como o vento até que o astro Neto vem com garra e firmeza, dribla um, dribla dois e é GOOOLLL.

Sem chances os santistas se retiram cabisbaixos. Em contra partida os corintianos do estádio e de casa vibram com tanta emoção que chegam a chorar.

E a vitória para Ilarino, Idelbrando e Ivonaldo será comemorada com mais cerveja e batatas, estas desta vez serão lavadas e descascadas.

 

Escrevi esse texto em 26/06/1992 numa aula de redação.

Espero que hoje o Santos tenha melhor sorte contra o Barcelona, em Guayaquil pela Libertadores.

Não que eu seja santista, sou apenas namorada solidária.

 



Escrito por Deise Warken às 10h35
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Diário = Blog?

Por muitos anos da minha vida escrevi em diários, os tenho guardados até hoje.

O diário sempre foi um amigo, alguém que me ouvia sem se importar se eu falava muito ou pouco, se desrespeitava a gramática ou não.

Sem fazer qualquer intromissão na minha vida, servia apenas para os meus desabafos, para tirar a angústia do peito e coloca-la no papel.

De vez em quando leio meus diários antigos, relembro meus sonhos de infância, adolescência e me emociono. Alguns sentimentos, algumas crenças ficaram lá, arquivadas nas folhas coloridas, hoje amareladas pelo tempo. Outros sentimentos e sonhos continuam vivos, pulsando, desejando tornar-se realidade.

Hoje escrevo num blog. Será um diário virtual? Creio que não. O blog, apesar de também servir para os meus desabafos, é bem menos pessoal e íntimo que um diário. Ele é público. Tem críticos. É preciso se esforçar para não desrespeitar a gramática. Num blog não se fala apenas do dia a dia, das sentimentalidades pessoais, não se tem parâmetros, nem delimitação de assunto. É mais perigoso, mas também mais divertido. É ferramenta eficaz para a superexposição pessoal, que sempre foi um dos meus defeitos, mas também é ferramenta pra conhecer novos amigos, pra treinar redação, pra exercitar a criatividade, pra dar notícias, pra homenagear pessoas queridas...

E continua servindo para registrar sonhos, sentimentos, desejos... 

 



Escrito por Deise Warken às 17h51
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