Intimidades Públicas


Ontem li no blog Pensar enlouquece. Pense nisto., um “Pequeno tratado sobre a mortalidade do amor”.

O autor do texto, Alexandre Inagaki, com suas palavras me fez voltar a pensar nesse assunto.

Há semanas tento fugir desse pensamento, tento fazer com que o dia-a-dia se sobreponha às lembranças, aos pensamentos que enlouquecem. E, há mais de um mês tenho conseguido isso.

Desde Eros e Psique diz-se que o que os olhos não vêem o coração não sente. E é verdade. Melhor não ver, melhor não ouvir, melhor não falar, melhor não ler. É isso que tem mantido o sofrimento guardado, escondido, lá no fundo do coração.

Mas depois da ressaca dessa semana, ao ler o texto do Inagaki, uma nostalgia anda povoando meu coração. Ela não é ruim. Não se trata de uma recaída. Talvez seja a percepção de que os fantasmas estão deixando de ser fantasmas, porque já não assustam mais.

Inagaki diz em seu texto:

 

Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio ensurdecedor depois de uma discussão: todo crime deixa evidências.

 

A morte de um amor é sempre razão para tristeza, de muita dor.

O amor, quando morre primeiro para o outro, faz nascer um sofrimento, que parece ser eterno, tomar conta de quem ainda ama. As lembranças tristes e felizes tornam-se fantasmas. E os fantasmas assustam por um bom tempo.

O estranho acontece quando os fantasmas começam a deixar de ser fantasmas, quando as lembranças deixam de fazer sofrer e quando se tem a sensação que o amor também está morrendo desse lado. Daí o que começa a assustar é perceber-se livre daquele sentimento, é perceber-se livre das dores que nascem das memórias de um passado recente.

É, é triste saber que um amor está morrendo. Mas é bom acreditar que um outro pode acontecer, e que talvez o próximo seja um amor-fênix.

Inagaki, também fala de amores-fênix em seu texto:

 

Existem, por fim, os amores-fênix. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da TV ligada na mesa-redonda ao final do domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram - teimosos, e belos, e cegos, e intensos. Mas estes são raríssimos, e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. Mas não quero acreditar nisso.

 

Também não quero acreditar que amores-fênix existam apenas como lendas.

Acredito que vou viver um amor assim, que ressuscitará a cada fim de dia e perdurará intenso.

Escrito por Deise Warken às 15h30
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Ressaca Moral

Fazia tempo que eu não me sentia assim.

Fazia tempo que eu não tinha uma ressaca como a de hoje.

Fazia tempo que a ressaca moral não me atormentava tanto.

Hoje pela manhã ao travar a eterna luta com o despertador parei pra pensar em algumas coisas e me dei conta de que a velha anestesia barata da alma está me fazendo muito mal.

Ontem eu bebi demais, eu falei demais, eu me expus demais.

Hoje eu me arrependi de ter bebido demais, de ter falado demais, de ter me exposto demais.

Hoje eu me dei conta de que não fui legal ontem. Não fui legal comigo.

Devo ter sido inconveniente e chata com as pessoas que estavam comigo. Peço desculpas por isso.

Essa bateria de escola de samba que está rangendo na minha cabeça não é nada perto da sensação de decepção comigo mesma.

Estou envergonhada e não gosto de me sentir assim.

 

 



Escrito por Deise Warken às 11h58
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Dois Girassóis e um Sol.

_ Você é a Deise?

_ Sim, eu mesma.

_ São pra você.

Hoje eu recebi flores. Um lindo arranjo de flores.

Entre elas, dois girassóis, que parecem estar sorrindo pra mim. Não me canso de admira-las.

Estou sem palavras!

Estou sem ação!

Feliz, mas sem palavras, sem ação!



Escrito por Deise Warken às 18h11
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Os papagaios, os intrusos e um fim de semana com feriado.

A história começa com um fim de semana em Foz.

Não! Não!

Começa já na viagem de ida pra Foz. Uma super aventura num monza 84 de origem suspeita e caráter duvidoso. Conduzido por nada menos que Ane Villar, eu mesma como co-pilota e Vanessa Garcia na carona. Apesar das circunstâncias o velho monza entregou a gente direitinho na fronteira.

Beleza! Já em solo iguaçuense o encontro com o srto. Rubão na famosa sede do Martes sin Ley. Logo chegam os papagaios e seus convidados. Happy Hour que se estendeu até... Até que horas mesmo Ane?

Vai vendo...

Bom, a noitada que estava planejada no La Barranca, por circunstâncias alheias a vontade de todos, foi transferida pra a Disco, o que não interferiu em nada na animação da moçada que curtiu pra caramba. Encerrando o sábado com chave de ouro sopa na Família Maran... e nada da bateria acabar, logicamente eu e a Mari tivemos que cantar “Duerme Negrito”, nosso hino oficial.

Domingo nas Cataratas. Nada mais recomendado pra eu me sentir Viva.

Pensaram que o fim de semana acabou né?

Acabou nada, depois do cursinho na manhã de segunda, escritório a tarde, a noite terminou com o Show do Ira.

O que falar do show Ira... São doze anos da minha vida que passam num flash na minha memória.

A primeira vez que ouvi Ira foi no interior do Paraná, dentro de um carro com um mocinho chamado Hugo, de quem eu nunca mais ouvi falar. Mas eu lembro do dia como se fosse hoje, uma pedreira em Engenheiro Beltrão, um violão, um garrafão de vinho. De lá pra cá “Feliz Aniversário” sempre me emociona.

Manteiga derretida que sou, chorei ao ver o Ira cantar. Não só pelas músicas que me fazem ficar emocionada, que me lembram tanta coisa que já passei, mas por tudo que estou passando nos últimos tempos, um paradoxo de sentimentos, uma luta intensa e constante que, Graças a Deus, vem sendo vencida pelo sorriso.

E isso é o que faz a vida valer a pena.

Na terça do feriado ainda teve almoço na festa de Nossa Senhora, passeios turísticos pela bela Cascavel (viram gente estou vendo Cascavel Bela! Não é uma maravilha?!).

E o melhor de tudo: CONHECER PESSOAS. Pessoas lindas, facilmente amáveis, potencialmente amigas.

E a semana começou reduzida, e o coração aumentou a densidade demográfica, e a vida fica cada dia mais feliz.

E podem me chamar de piegas que eu não ligo a mínima.

Escrito por Deise Warken às 14h39
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Sabe aquele sorriso!? Cresceu...

Aquele do post do dia 27 de setembro...

Então, ele ainda está aqui e deixou de ser apenas suave. Aumentou consideravelmente nos últimos dias.

Foi uma sucessão de adrenalina, emoções, sensações, sentimentos, acontecimentos que nem sei por onde começar.

Talvez devesse começar pelo começo, infelizmente o começo não é publicável, quer dizer, felizmente, porque foi um momento muito bom, e é uma intimidade que não é pública. O máximo que posso dizer do começo é que realmente pra tudo existe uma primeira vez nessa vida.

Outra razão do meu sorriso permanente há dias é a família maravilhosa que tenho.

Mãe Amo você.

Gláu, Jó, Tati Amo vocês.

Santi aprendi amar você também.

O amor é sempre razão pra felicidade.

Depois do amor pela família, o amor pelos amigos.

Noossa como é bom amar os amigos.

Amar a Mari, amar o Léo, amar o Rubão, ...

Vocês todos que me lêem e acreditam em mim, entre tantos outros que me fazem tão feliz e sem os quais hoje eu não sei mais viver (é sempre um risco enumerar pessoas, mas não se sintam menos amados os que não estão citados aqui hoje).

Indiscutivelmente fazer novos amigos também é motivo pra aumentar o sorriso. Sempre!

Na última semana algumas pessoas a mais começaram a morar no meu coração.

Sejam muito bem vindas!

Entre elas, cinco são amigos da Mari e do Léo, o que já é uma maravilha.

Michel, Suzana, Lu, Tiago A. e Nicolas. Uma turma animadíssima que fez do feriado uma das melhores baladas dos últimos tempos. Mas essa história eu conto só amanhã...



Escrito por Deise Warken às 17h39
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Tem dias...

Tem dias que cansa falar advogadês,

em outros faz o sangue pulsar forte.

Tem dias que excita falar de política,

outros em que a satisfação está em falar apenas amenidades.

Tem dias que voltar ao passado é um exercício prazeroso,

outros dias esquecer o que passou parece ser a única forma de se ter prazer.

Tem dias que estar numa sala de cursinho é um exercício de paciência,

em outros é um divertido aprendizado.

Tem dias que morar sozinha aumenta a sensação de solidão,

em outros é liberdade e privacidade.

Tem dias que odiar morar em Cascavel é inevitável,

outros em que parece possível deixar que o ódio se transforme em amor.



Escrito por Deise Warken às 14h54
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