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Você sabe quem inventou o baile de formatura?
Eu não sei.
Mas se soubesse daria um beijo na boca do inventor, de cinco minutos no mínimo.
Não existe festa melhor nessa vida que baile de formatura.
O meu, claro, foi o melhor que já fui, mas depois dele foram tantos outros.
Só nesse ano fui no baile da Fran e do Paulinho:

No da Marilde:

No da Joyce:

Todos espetaculares!
Esse fim de semana foi mais um, dos formandos de Medicina da Unioeste.
Não conhecia nenhum formando, mas a Lu, que me convidou pra ir com ela, conhecia dezoito deles.
Uma das formandas tinha vários convidados de Goiás. Uma turma animadíssima, gente finíssima, que fizeram da noite uma seqüência interminável de sorrisos.
Noosssa! Que festa!
Saí do clube as sete da manhã.
Meus pés ainda não estão recuperados.

Ainda sinto o cansaço, a voz ainda está rouca, mas cada segundo valeu a pena.
Cada passo de dança, cada cantada, cada minuto de papo, cada beijo na boca.
Quase mudei o verso de Manuel Bandeira.
“Vou-me embora pra Goiás
Lá sou amiga do...”
Melhor deixa.
Bom, daqui há quatro anos se tudo correr bem mais um baile meu de formatura.
Que seja mais uma festa de arromba!
Que eu acerte na profecia dessa vez!
Escrito por Deise Warken às 17h29
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Pode arremessar...
...ou Brasileiro não desiste nunca.
Recobrando o fôlego pego os bets novamente.
Eu, como boa brasileira que sou, não desisto nunca!
A não ser em momentos passageiros de desabafo.
A não ser em um dia depressivo.
Todo mundo um dia cansa.
Eu cansei.
Estou cansada de ‘n’ coisas...
Ainda bem que o cansaço não fica pra sempre.
Bets na mão.
Pode jogar a bolinha que daqui ela não passa, daqui ela vai pra muito longe.
O ano 2004, não foi o meu ano como eu havia profetizado no post do dia 02 de fevereiro.
Não fui feliz independente de qualquer coisa; deixei muito interferir na minha felicidade, que oscilou o ano inteiro.
Mas, ‘quem sabe faz a hora não espera acontecer’, né Vandré?!
E, novamente, a hora é agora. Começa agora.
Xô uruca!
O baixo astral não vai ficar pra sempre, a auto-estima vai ser recuperada de novo.
Os sonhos, que foram apenas sonhados, não serão mais motivo de frustração; serão sim razão para novos sonhos, novos projetos, novo ano.
Obrigada a todos que deixaram comentários, que mandaram e-mails, torpedos, que ligaram.
Não se preocupem, a Deise forte ainda está aqui.
Estou na luta, senão inteiramente hoje, em breve.
Afinal, a esperança é a única que sobrevive.
Escrito por Deise Warken às 16h13
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Entreguei os bets
Hoje eu desisti.
Desisti de lutar.
Desisti de lutar contra a tristeza.
Desisti de completar o sorriso.
Desisti de brincar do jogo do contente.
Desisti de buscar uma bela face no espelho.
Desisti de confiar em quem não acredita em mim.
Desisti de amar quem é amigo por interesses egoístas.
Desisti de não lembrar do passado com melancolia.
Desisti de lidar tranqüilamente com a ausência, a ausência da cumplicidade, a ausência da intimidade.
Desisti de aceitar pacificamente a distância.
Desisti de fingir que não me incomodo com o lado vazio da cama.
Desisti de ser forte.
Desisti de ficar sem o colo da minha mãe.
Desisti de ficar sem o abraço carinhoso da Gláu.
Desisti de ficar sem o olhar consolador da Jó.
Desisti de ficar sem as palavras de incentivo da Tati.
Desisti de não chorar quando lembro do meu pai.
Desisti de acreditar que o sonho é utopia.
Desisti de não deixar o doer doer.
Entreguei os bets, hoje!
Escrito por Deise Warken às 00h44
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Ser pré-vestibulando é...
Alimentar-se de livros, cadernos e apostilas vorazmente sem pensar em regime;
Viver feliz em função de aulas, matérias, estudos, tornando estimulante e agradável o cotidiano;
Ficar em casa no fim-de-semana treinando estéticas e criativas redações;
Passar o feriado lendo o maravilhoso livro Triste Fim de Policarpo Quaresma;
Deixar de ir a mais badalada festa do ano pra estudar para prova de Física;
Ter o direito de passar escassos minutos com o namorado, pois o vestibular se aproxima;
Depois de tantos esforços, se descabelando, chorando e ao final do ano prestar-se ao exame de admissão a um curso superior; continuar feliz da vida sendo apenas um pré-vestibulando.
Escrevi esse texto em 02 de março de 2003, quando me preparava para o meu primeiro vestibular.
Quem diria que hoje, onze anos depois, eu passaria por isso novamente.
Ser vestibulanda em 1993 é bem diferente de ser vestibulanda em 2004.
Pelo menos dessa vez se eu não passar eu continuo pré-vestibulanda advogada...hehehehe.
Post inspirado na divulgação da concorrência pro vestibular que saiu hoje. São 830 candidatos pra 30 vagas do curso de jornalismo da Federal.
Vestiba! Se liga!
Eu vou nessa que tenho que aproveitar aulas extras de biologia e geomorfologia que começam daqui dez minutos no cursinho.
Ninquém merece!
Bom fim de semana pra quem ainda sabe o que é isso.
Eu como não vou saber depois que me tornar jornalista, já vou treinando no cursinho. Fui!!!
Escrito por Deise Warken às 14h49
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Um post, dois parabéns.
Dois aniversariantes.
Luiz Sonda.
Fernando Rodrigues.
Dois jornalistas.
Dois amigos.
Duas razões para querer me tornar jornalista.
Dois profissionais que admiro.
Dois amigos sem os quais não vivo.
Ambos na casa dos quarenta.
Ambos de cabelos brancos.
Ambos com espírito jovem.
Ambos com ideais que não se perderam com o tempo.
Às vezes as dificuldades cotidianas parecem apaga-los, mas estão lá. E são reavivados.
Às vezes parecem competir no mau-humor.
Ora um vence, ora a vitória é do outro.
O discurso empolgante do Sonda, o ombro amigo do Fernando.
As rodadas de cerveja com os dois.
As conversas que acabam em gargalhadas.
As discussões que acabam em quebra-pau.
Os encontros que emocionam, que me fazem chorar.
As lembranças que despertam.
Dois amigos, duas histórias, que fazem parte da minha história.
Parabéns Sonda. Parabéns Fernandinho.
Desejo que vocês não percam seus ideais.
Desejo que realizem seus sonhos.
Desejo que não deixem jamais de sonhar.
Escrito por Deise Warken às 14h40
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Amar e desamar.
Quanto tempo é necessário para amar alguém?
Pra paixão sei que é preciso muito pouco.
Piscam-se os olhos e uma nova paixão surge.
Corações acelerados,
mãos frias,
frio que sobe e calor que desce, num vai-e-vem delicioso.
Mas e o amor?!
Ah! O amor.
Aquele que chega de mansinho, valoriza as qualidades, aceita os defeitos.
Ah! O amor.
Aquele que acalma, traz segurança, certeza de querer estar junto pra sempre.
Ah! O amor.
Aquele que desperta, onde existe intimidade, cumplicidade, companheirismo.
Ah! O amor.
O amor sexo, sexo selvagem, sexo tranqüilo, sexo perfeito.
Quanto tempo demora pra uma paixão transformar-se em amor?
Eu não sei.
O que sei é que:
Amo você.
Me apaixonei por você como jamais havia me apaixonado antes.
A paixão aos poucos tornou-se amor.
Não sei exatamente quando.
Não sei exatamente como.
Não sei exatamente o porquê.
Amo você.
Amo você como se fosse meu primeiro amor.
Amo você como se fosse meu último amor.
Amo você como jamais amei outro homem.
Amo você com o coração na boca.
Amo você.
Amo você com aflição.
Amo e não quero mais amar.
Amo e não posso mais amar.
Amo e preciso desamar.
Quanto tempo é necessário para desamar alguém?
Escrito por Deise Warken às 13h55
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Em busca de um sorriso inteiro.
Vocês que sempre me lêem sabem que há semanas tenho sorrido.
É um sorriso gostoso, é uma felicidade verdadeira. Mas é parcial.
Ela ainda compete com a frustração, com a tristeza, com a angústia, com a ansiedade, com a incerteza,...
Essa semana estou bem nostálgica. As recordações têm feito meu coração apertado. Felizmente os impulsos têm sido controlados.
Minha intenção nesse post era apenas publicar uma foto onde meu sorriso fosse inteiro, para que eu pudesse minimizar a testa franzida que trago hoje.
Busquei uma na minha pasta de fotos do computador e não encontrei nenhuma onde meu sorriso fosse completo.

Pensei nessa. Eu estava muito feliz nesse dia. Foi minha formatura, em fevereiro de 1999. Uma conquista, uma emoção tão intensa. A felicidade não era completa porque meu pai que esperou tanto por esse momento não estava lá. Falecera três meses antes.
Nessa outra eu também estava muito feliz. Mas meu sorriso era preocupado. Era o reinício de uma história, havia muita ansiedade e expectativa.

Aqui também havia um sorriso intenso. Uma gargalhada gostosa. Quatro meses em Foz, família, festas, amigos, trabalho gratificante. Mas a preocupação também estava lá, a dor do amor distante não permitia a felicidade completa. E a preocupação tinha razão de ser, o recomeço teve seu ponto final cinco meses depois. Foi uma bela história, cheia de complicações, mas também cheia de momentos felizes, intensos. Uma bela história.

Aqui também havia um sorriso. Essa foto é do feriadão do dia 12 de outubro, aquele onde meu sorriso cresceu. Onde a dor foi sendo minimizada, onde a felicidade começou se achegar. Mas as cicatrizes ainda não estão totalmente curadas. Também aqui o sorriso não é completo. As baladas intensas, as garagalhadas amigas são maravilhosas, mas ainda existem lágrimas a serem expulsas.
Então, concluí que ainda estou muito aquém de alcançar o sorriso que desejo, o sorriso inteiro.
Claro que me lembro de momentos onde esse sorriso inteiro existia, onde a felicidade era maior que os problemas. Onde enfrentar os problemas chegava a traduzir felicidade, porque havia a certeza, porque havia a segurança, porque havia reciprocidade.
E é por isso que não vou deixar de acreditar que o sorriso inteiro vai voltar, que ele está aqui dentro guardado esperando o momento, esperando o encontro, esperando o acaso, esperando a utopia transformar-se em realidade, esperando essa tal felicidade.
P.S.: O crédito da expressão "essa tal felicidade" é do Edenilson ou João Bernardo, um amigo mais internético que físico, mas que nem por isso deixa de ser Real.
Escrito por Deise Warken às 16h04
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