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Enquanto isso, a crise política do país continua cada dia mais crítica. É como eu sempre digo a gente sempre se decepciona mais com quem a gente mais confia. Era para esperança vencer o medo. Venceu, mas de que adiantou? Que esperança era essa?



Escrito por Deise Warken às 16h15
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Segunda!!!

Hoje, segunda-feira, eu, Deise Warken, e todas essas vírgulas tentamos expressar algumas questões que andam sendo sufocadas há algum tempo.

Insistentemente eu tento me convencer de algumas coisas, mas bem lá no fundo eu sei que a repetição de palavras não passa de verborréia que não tem surtido o efeito desejado: o convencimento da alma.

A alma por mais feliz que esteja, pela satisfação profissional, pela descoberta do novo, pelos novos amigos, pelos amigos de sempre, pela família companheira, pela nova vida, ainda tem a incompletude que incomoda.

Ela tá lá, adormecida, mas, às vezes, num rompante volta e incomoda, e cutuca, e fica ali presente por um bom tempo, e me faz meter os pés pelas mãos, e me faz confusa. Já não sei o que ela realmente significa e o porquê dela continuar ali, só sei que eu cansei. E, esse cansaço, que vinha sendo administrado muito bem, hoje, já não é mais. Hoje, especialmente hoje, tá me irritando de uma tal forma que eu preciso de ar. Muito ar!

Puxa vida! Por que os desencontros continuam acontecendo na minha vida?

Será mesmo que aquela comunidade do orkut, a qual pertenço, "mulheres que assustam os homens" está certa? Será essa a resposta?

É, até para uma criatura baladeira como eu, uma hora cansa ser solteira. A night também cansa e como cansa.

Os programas a dois fazem muita falta. Um jantar romântico. Uma viagem de fim de semana. O desabafo no fim de um dia cansativo de trabalho. As horas e horas de conversas que animam e fazem acreditar que amanhã vai ser melhor que hoje.  Esperar aquele telefonema no fim do dia pra combinar o lanche da noite. Não esperar o telefonema que vem no meio da tarde, e ele vem, só pra dizer  "eu te amo". Fazer amor e dormir de conchinha, sentindo-se protegida, amada. Acordar do lado de alguém especial, que te ama de verdade, e fazer amor de novo, olhando no fundo do olho e tendo a certeza que existe ali um companheiro, um cúmplice, um amante pra vida toda (ou pra boa parte dela pelo menos).

Vinte e nove anos, os trinta estão chegando, e eu volto a me assustar com a solteirice.

Ai, ai, ai.

Que será isso?

Depressão pós final de semana?

Mais uma febre passageira que logo passa?

Desespero sem causa?

Hã? Hã? Hã? Hã?



Escrito por Deise Warken às 16h15
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